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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Acontecimentos no ano de 1809-3ªparte

  • A acção determinante do Brigadeiro Silveira
Na sua caminhada para o Porto, as tropas do general Soult, no dia 20 de Março com muito pouco resistência organizada, ocupam Braga apenas 8 dias depois de terem ocupado Chaves.

O objectivo de Soult era o Porto.

 Após a ocupação do Porto, Soult enviou uma força para sul do Douro, mas na região de Trás-os-Montes, as comunicações ao longo da linha do Douro com as forças francesas em Espanha estavam cortadas pelas tropas do brigadeiro Silveira. que fora obrigado a retirar de Chaves, acantonando  as suas tropas em Vila Real mas, assim que soube que Soult se dirigiu para Braga, reuniu as suas tropas, regulares e irregulares, e cercou a guarnição francesa que ali tinha ficado. 

Esta rendeu-se após cinco dias de cerco. Em seguida, Silveira dirigiu-se para Amarante onde, além dos muitos ordenanças que conseguiu reunir na região de Chaves, recebeu também muitos dos fugitivos que tinham escapado do Porto. O seu exército agora contava cerca de 10 mil homens.

As forças do brigadeiro Silveira ocuparam a margem esquerda (Leste) do Tâmega e protegeram com trincheiras e alguns obstáculos as pontes e vaus daquele rio. Quando o destacamento de Loison, que Soult tinha enviado para estabelecer contacto com as forças de Lapisse, chegou ao rio Tâmega encontrou todas as passagens defendidas pelas tropas do brigadeiro Silveira. 

Da resistência colocada ao avanço das tropas francesas, a defesa da Ponte de Amarante foi a acção mais significativa. Entre 7 de Abril e 2 de Maio, as forças portuguesas conseguiram impedir que as tropas francesas passassem para Leste do Tâmega e, igualmente importante, conseguiram imobilizar durante todo aquele tempo uma parte importante do exército de Soult que, depois de reforçado por duas vezes o destacamento de Loison, somava já cerca de 9 mil homens.

As tropas francesas acabaram por passar o Tâmega mas, devido à acção das forças de Silveira e da coluna sob comando de Beresford, que tinha saído de Coimbra no início de Maio e chegado a Peso da Régua a 10, acabaram por ser obrigadas a voltar para trás. No dia 12 de Maio, quando as forças de Wellesley entravam no Porto, Loison iniciava a retirada de Amarante para Guimarães. 

Nesse mesmo dia Soult iniciava a sua retirada em direcção à Galiza.

Fonte Wilkipedia


  • Chegada de Wellsley  a Lisboa
 Arthur Wellesley foi o quarto filho do marquês de Mornington e de Ann Hill, a filha mais velha do visconde de Dungannon. Foi educado em Eton College e na Academia Militar em Angers, na França. Iniciou a sua carreira militar nos aquartelamentos do Regimento 73 na Inglaterra. 

Nasceu na Irlanda em 1769, curiosamente no mesmo ano de Napoleão. e viria a distinguir-se como militar na Índia onde o seu irmão era governador-geral.

Egocêntrico, duro, ultraconservador, seguiu mais tarde a carreira política tendo seguido mais tarde a carreira politica sendo por duas vezes nomeado primeiro-ministro inglês.

Em 1814 foi agraciado com o título de duque de Wellington, tendo desempenhado um papel de grande relevo, na sequência das invasões francesas assumindo o comando das tropas anglo-portuguesas no dia 22 de Março de 1809

terça-feira, 3 de abril de 2012

Acontecimentos no ano de 1808-8ºparte

  • A batalha da Roliça
Após o desembarque das força britânicas, cerca de 13 000 homens, no cabo Mondego, perto da Figueira da Foz, no dia 1 de Agosto sob o comando de Arthur Wellesley futuro duque de Wellington a que se juntaram cerca de 6000 portugueses, muito embora grande parte das forças portuguesas não tenham tomado parte no início das operações por não concordarem com o comando britânico, que segundo eles ao pretenderem deslocar-se para Sul, iriam deixar o Norte à mercê das forças francesas.

Informado do desembarque, Junot enviou o General Delaborde, no dia 6 de Agosto, com uma força relativamente pequena, com a missão de observar e, se possível, impedir o avanço inimigo. Deviam juntar-se-lhe as forças do General Louis Henri Loison que se encontravam em Tomar. No dia 13 de Agosto a força anglo-lusa sai de Leiria e no dia seguinte entra em Alcobaça. No dia 15 entrou nas Caldas da Rainha e foi na aldeia de Brilos, nos arredores, que se trocaram os primeiros tiros entre os destacamentos avançados de ambas as forças. No dia 16 o corpo expedicionário de Wellesley continuou o avanço para Sul e, depois de ter passado Óbidos, avistaram forças francesas posicionadas perto da povoação da Roliça.

As forças luso-britânicas em muito maior número atacaram as posições francesas no dia 17 de Agosto obrigando Delaborde a retirar

  • A batalha do Vimeiro
Após o Combate da Roliça, Wellesley dirigiu as suas forças para a região do Vimeiro com a finalidade de proteger o desembarque das brigadas comandadas pelos brigadeiros-generais Anstruther e Acland., que ainda se encontravam a bordo da armada fundeada ao lorgo da costa Atlântica.

Junot tinha as suas forças concentradas em Torres Vedras. No dia 20 ao fim da tarde, dirigiu-se ao encontro das forças anglo-lusas.

Da refrega resultou nova derrota das forças francesas que em Torres Vedras, Junot e os seu generais reuniram-se para analisarem a situação.

Resolveram que o exército não estava em condições de enfrentar nova batalha e que a melhor saída desta situação era tentarem negociar com os britânicos.

Os Franceses cediam Lisboa com todos os seus armazéns e riquezas intactos em troca da possibilidade de retirarem o exército para França em condições de segurança.

O resultado das negociações que se seguiram foi a Convenção de Sintra que tão grande escândalo provocou.

  • A convenção de Sintra
Foi assinada em Sintra no dia 30 de Agosto de 1808 e suscitou viva contestação por parte dos portugueses, porque a mesma foi rubricada sem a intervenção de um único representante de Portugal. O bispo e Porto presidente da junta governativa reclamou o facto do acordo de paz, conter clausulas que permitia que o exército francês se retirasse de Portugal com todas as suas bagagens onde se incluíam, claro o produto das suas pilhagens, amnistiando todos os que com eles tinham colaborado

Mesmo perante estes protestos incluindo o do embaixador em Londres D.Domingos de Sousa Coutinho, a convenção foi rigorosamente aplicada

Esta convenção foi assinada entre o general Kellerman(França) e Geoge Murray(Inglaterra)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Acontecimentos no ano de 1808-7ºparte

  • O conde de Ega é nomeado encarregado da Justiça
O 2º conde de Ega, chamado Aires Matos e Noronha casou em 2as núpcias com D. Juliana Maria Luísa Carolina Sofia de Oyenhausen e Almeida, condessa de Oyenhausen Gravemburgo, na Áustria, 3.ª filha do conde do mesmo título, Carlos Augusto, e de sua mulher, D. Leonor de Almeida Portugal, marquesa de Alorna.

A formosura da condessa da Ega cativou o general Junot e os seus amores tornaram-se tão públicos que ficou sendo conhecida como amante dele e que terá conseguido que o conde de Ega tenha sido nomeado por Junot encarregado da Justiça

  • A chacina de Évora por Loison

No dia 17 de Julho, o Tenente-general Francisco de Paula Leite de Sousa aceitou a direcção do governo militar que, a partir do dia 20 de Julho, passou a ter sede em Évora.

Dali foram expedidas ordens para a concentração, naquela cidade, das forças que já estivessem organizadas em diversas terras do Alentejo e procurou-se dar alguma instrução militar a alguns grupos armados que se tinham formado sem qualquer disciplina.

Entretanto chegou a notícia que forças francesas tinham saído de Lisboa e se encontravam já a Sul do Tejo. Tendo verificado que as notícias de desembarque de forças britânicas na costa portuguesa eram falsas, Junot decidiu enviar uma expedição para pôr fim ao movimento insurreccional e garantir a posse da linha de comunicações entre Lisboa e Évora.

No dia 25 de Julho, uma força francesa sob o comando de Loison atravessou o rio até Cacilhas e dirigiu-se para Évora. No dia 26, os franceses chegaram a Pegões.

Com as notícias da aproximação dos franceses, o general Paula Leite enviou um destacamento para Montemor-o-Novo com um efectivo de 650 homens de infantaria, 50 cavalos e 6 bocas de fogo. Comandava este destacamento o coronel Aniceto Simão Borges.

Reconhecendo que estas tropas não eram suficientes para enfrentar as forças francesas que se aproximaram, foi enviado um reforço de 400 homens e 2 bocas de fogo mas este corpo de tropas, quando se dirigia para Montemor-o-Novo, cruzou-se com forças em retirada que anunciaram a derrota do destacamento do coronel Aniceto Borges.

Assim, este segundo destacamento retrocedeu rapidamente para Évora, onde entrou na manhã do dia 28 de Julho, criando a maior preocupação naquela cidade.

Entretanto, prosseguiam os trabalhos de organização da defesa da cidade. Na manhã do dia 29 ainda chegaram a Évora reforços de Vila Viçosa e de Jerumenha. Taparam-se todas as portas da muralha excepto as do Rocio e de Machede.

Apesar daqueles reforços, era preciso ter em conta que as forças luso-espanholas não chegavam aos 2.000 homens. Além destas forças existia uma multidão quase desarmada e sem qualquer preparação militar.

O general Paula Leite decidiu, no entanto, enfrentar as forças francesas em campo aberto, no exterior das muralhas da cidade, em vez de aproveitar a protecção que estas podiam oferecer, apesar da sua degradação, para oferecer uma resistência mais eficaz.

Évora ficou à mercê dos franceses que, apesar da resistência oferecida pelos defensores, ali entraram. O saque da cidade prolongou-se por toda a noite e só no dia seguinte,Loison deu ordem para reunir as suas tropas.

O ataque à cidade de Évora tinha provocado nos portugueses e espanhóis, tropas regulares e civis, um número indeterminado de mortos e feridos que, entre os diversos autores oscila entre 2.000 e 8.000. Os franceses sofreram 90 mortos e 200 feridos

De Évora, Loison seguiu para Elvas e depois para Portalegre onde, no dia 6 de Agosto, recebeu a ordem de Junot para se dirigir para Lisboa seguindo o caminho de Abrantes. Os britânicos tinham começado a desembarcar forças a sul da Figueira da Foz.

  • Desembarque das tropas britânicas do Duque de Wellington

Entretanto, a frota comandada pelo Duque de Wellington (Arthur Wellesley),levantara ferro de Inglaterra a 09 de Julho. O desembarque das tropas britânicas ocorreu no Cabo Mondego entre 01 e 05 de Agosto de 1808. Ao receberem a notícia, os elementos mais destacados do Batalhão Académico avançaram da região de Leiria para a Figueira da Foz, juntando-se assim às tropas de Wellington.

Fonte :wilkipédia