Acontecimentos no reinado de D.João VI, divididos em três partes .governo em nome da rainha (1792-1799) .a regência de !799 a 1816 .e o reinado entre 1816 e 1826
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Nascimento de D.Pedro
Nascimento de D.Pedro
No dia 12 de Outubro de 1798, no quarto do Palácio de Queluz chamado D.Quixote , nasceu o segundo filho varão de D.João VI que viria a desempenhar um papel importante no futuro de Portugal e do Brasil, de seu nome Pedro de Alcantara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.
Muito embora a História nos venha a mostra o contrário , a verdade é que a sua condição de segundo filho varão não o destina-se à sucessão da coroa, que caberia ao seu irmão António, nascido 3 anos antes.
Contudo a saúde de D.António inspirava alguns cuidados o que teria levado D.Carlota Joaquina a mudar de ama para o recém-nascido, (as rainhas não amamentavam as suas crias), nomeando a que até aí se ocupara da infanta Maria Teresa, pelos vistos com sucesso (no futebol chama-se chicotada psicológica) e já agora fica o seu nome D.Mariana Margarida Xavier Botelho e que viria a ser a amamentadora de todos os restantes filhos
sexta-feira, 26 de junho de 2015
.Nascimento de D.Maria Isabel de Bragança
.Nascimento de D.Maria Isabel de Bragança
Maria Isabel Francisca de Assis Antónia Carlota Joana Josefa Xavier de Paula Micaela Rafaela Isabel Gonzaga de Bragança e Bourbon nasceu em Queluz a 19 de Maio de 1797 3º filho de D.João VI (opps) e de D.Carlota Joaquina viria a ser rainha de Espanha de 1816 até a sua morte
devido ao seu casamento com Fernando VII, celebrado no dia 29 de Setembro de 1816, em Madrid, tinha como objectivo reforçar as relações entre Espanha e Portugal.
A rainha Maria Isabel destacou-se por sua cultura e afeição pela arte. Foi dela que partiu a iniciativa de reunir obras de arte dos monarcas espanhóis para criar um museu real, o futuro Museu do Prado, inaugurado em 19 de Novembro de 1819, um ano após sua morte1 .
Maria Isabel e Fernando VII tiveram uma filha, Maria Luísa Isabel nascida a 21 de Agosto de 1817 e que viria a morrer 9 de Janeiro de 1818 e uma filha natimorta nascida a 26 de Dezembro de 1818. As complicações do segundo parto provocaram seu falecimento, no Palácio Real de Aranjuez.
Seu corpo está sepultado no mosteiro do Escorial,
Maria Isabel Francisca de Assis Antónia Carlota Joana Josefa Xavier de Paula Micaela Rafaela Isabel Gonzaga de Bragança e Bourbon nasceu em Queluz a 19 de Maio de 1797 3º filho de D.João VI (opps) e de D.Carlota Joaquina viria a ser rainha de Espanha de 1816 até a sua morte
devido ao seu casamento com Fernando VII, celebrado no dia 29 de Setembro de 1816, em Madrid, tinha como objectivo reforçar as relações entre Espanha e Portugal.
A rainha Maria Isabel destacou-se por sua cultura e afeição pela arte. Foi dela que partiu a iniciativa de reunir obras de arte dos monarcas espanhóis para criar um museu real, o futuro Museu do Prado, inaugurado em 19 de Novembro de 1819, um ano após sua morte1 .
Maria Isabel e Fernando VII tiveram uma filha, Maria Luísa Isabel nascida a 21 de Agosto de 1817 e que viria a morrer 9 de Janeiro de 1818 e uma filha natimorta nascida a 26 de Dezembro de 1818. As complicações do segundo parto provocaram seu falecimento, no Palácio Real de Aranjuez.
Seu corpo está sepultado no mosteiro do Escorial,
domingo, 8 de junho de 2014
Preambulo da guerra das Laranjas
A 10 de Agosto de 1797, falhou a que viria a ser a derradeira tentativa de evitar uma guerra que adivinhava entre Portugal e as forças franco-espanholas que consistia na assinatura dum tratado de paz coma França, desde logo destinada ao malogro porque a questão sem a qual não era possível qualquer entendimento com a França passava pela anulação do tratado com a Grã-Bretanha.
Portugal tentava ganhar tempo na esperança que a sorte da guerra mudasse e que uma derrota da França, acabasse por ser benéfica para Portugal
Depois de várias situações de impasse no inicio de 1800 a guerra parecia eminente devido á deslocação para a fronteira de tropas espanholas, deslocação de mantimentos e de hospitais de campanha.
Em Agosto uma força inglesa ataca tropas espanholas perto de Ferrol, que como se calcula ainda mais indispôs o governo espanhol. Tendo Portugal solicitado ao general Abercombrie estacionado em Gibraltar, auxilio militar , que trouxe a Lisboa, a 8 de Novembro de 1800 alguns navios ingleses e cerca de 1500 homens e a promessa de virem mais
Contudo perante uma epidemia declarada em Cádiz e a chegada de Luciano Bonaparte a Madrid, que promoveu algumas mexidas da condução política da eventual guerra, pareciam afastar no imediato o início da guerra, pelo que o governo inglês decidiu mandar retirar as tropas estacionadas em Lisboa, fazendo-as regressar a Gibraltar.
Portugal tentava ganhar tempo na esperança que a sorte da guerra mudasse e que uma derrota da França, acabasse por ser benéfica para Portugal
Depois de várias situações de impasse no inicio de 1800 a guerra parecia eminente devido á deslocação para a fronteira de tropas espanholas, deslocação de mantimentos e de hospitais de campanha.
Em Agosto uma força inglesa ataca tropas espanholas perto de Ferrol, que como se calcula ainda mais indispôs o governo espanhol. Tendo Portugal solicitado ao general Abercombrie estacionado em Gibraltar, auxilio militar , que trouxe a Lisboa, a 8 de Novembro de 1800 alguns navios ingleses e cerca de 1500 homens e a promessa de virem mais
Contudo perante uma epidemia declarada em Cádiz e a chegada de Luciano Bonaparte a Madrid, que promoveu algumas mexidas da condução política da eventual guerra, pareciam afastar no imediato o início da guerra, pelo que o governo inglês decidiu mandar retirar as tropas estacionadas em Lisboa, fazendo-as regressar a Gibraltar.
O nascimento de D.Francisco António Pio
No dia 21 de Março de 1795 nasceu no Palácio de Queluz o primeiro filho varão de D.João VI e de D.Carlota Joaquina , aquele que se julgou na altura ser o sucessor ao trono, o infante D.Francisco António Pio, príncipe da Beira.
O papa Pio VI foi convidado para padrinho, tendo o convite sido aceite. O baptismo viria a decorrer na sala de música do palácio de Queluz, motivo duplamente festejado, porque para além do próprio baptizado, promoveu um reencontro de Carlota Joaquina com a sua família
O papa Pio VI foi convidado para padrinho, tendo o convite sido aceite. O baptismo viria a decorrer na sala de música do palácio de Queluz, motivo duplamente festejado, porque para além do próprio baptizado, promoveu um reencontro de Carlota Joaquina com a sua família
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Acontecimentos no ano de 1809-3ªparte
- A acção determinante do Brigadeiro Silveira
O objectivo de Soult era o Porto.
Após a ocupação do Porto, Soult enviou uma força para sul do Douro, mas na região de Trás-os-Montes, as comunicações ao longo da linha do Douro com as forças francesas em Espanha estavam cortadas pelas tropas do brigadeiro Silveira. que fora obrigado a retirar de Chaves, acantonando as suas tropas em Vila Real mas, assim que soube que Soult se dirigiu para Braga, reuniu as suas tropas, regulares e irregulares, e cercou a guarnição francesa que ali tinha ficado.
Esta rendeu-se após cinco dias de cerco. Em seguida, Silveira dirigiu-se para Amarante onde, além dos muitos ordenanças que conseguiu reunir na região de Chaves, recebeu também muitos dos fugitivos que tinham escapado do Porto. O seu exército agora contava cerca de 10 mil homens.
As forças do brigadeiro Silveira ocuparam a margem esquerda (Leste) do Tâmega e protegeram com trincheiras e alguns obstáculos as pontes e vaus daquele rio. Quando o destacamento de Loison, que Soult tinha enviado para estabelecer contacto com as forças de Lapisse, chegou ao rio Tâmega encontrou todas as passagens defendidas pelas tropas do brigadeiro Silveira.
Da resistência colocada ao avanço das tropas francesas, a defesa da Ponte de Amarante foi a acção mais significativa. Entre 7 de Abril e 2 de Maio, as forças portuguesas conseguiram impedir que as tropas francesas passassem para Leste do Tâmega e, igualmente importante, conseguiram imobilizar durante todo aquele tempo uma parte importante do exército de Soult que, depois de reforçado por duas vezes o destacamento de Loison, somava já cerca de 9 mil homens.
As tropas francesas acabaram por passar o Tâmega mas, devido à acção das forças de Silveira e da coluna sob comando de Beresford, que tinha saído de Coimbra no início de Maio e chegado a Peso da Régua a 10, acabaram por ser obrigadas a voltar para trás. No dia 12 de Maio, quando as forças de Wellesley entravam no Porto, Loison iniciava a retirada de Amarante para Guimarães.
Nesse mesmo dia Soult iniciava a sua retirada em direcção à Galiza.
Fonte Wilkipedia
- Chegada de Wellsley a Lisboa
Nasceu na Irlanda em 1769, curiosamente no mesmo ano de Napoleão. e viria a distinguir-se como militar na Índia onde o seu irmão era governador-geral.
Egocêntrico, duro, ultraconservador, seguiu mais tarde a carreira política tendo seguido mais tarde a carreira politica sendo por duas vezes nomeado primeiro-ministro inglês.
Em 1814 foi agraciado com o título de duque de Wellington, tendo desempenhado um papel de grande relevo, na sequência das invasões francesas assumindo o comando das tropas anglo-portuguesas no dia 22 de Março de 1809
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Acontecimentos no ano de 1809-2ªparte
- Linchamento do general Bernardim Freire de Andrade
Como foi atrás descrito, atendendo ao avanço das tropas francesas em direcção a Chaves, foi decidido pelo general Bernardim Freire de Andrade governador militar do Porto, que vencera os franceses em Caminha e em Cerveira, perante aquela investida para Chaves decide não sair em defesa daquela praça, preferindo o recuo para o Porto.
Dizem que revelando permeabilidade à influência popular, que acusava o general de ter aberto o caminho ao avanço francês, os soldados portugueses prendem o seu comandante, sob a acusação de traição. Após vários incidentes, a situação do general acaba por ser aparentemente resolvida quando o oficial prussiano o barão de Eben que comandava o regimento britânico sediado no Porto, e que consegue salvar Freire de Andrade das mãos dos amotinados, sob a alegação de o enviar para uma prisão em Braga onde aguardaria julgamento,
Contudo a pequena escolta enviada para o proteger não foi suficiente para impedir a sua captura e posterior linchamento junto à prisão de Braga no dia 18 de Março de 1809.
- A tomada da cidade do Porto
A situação no país em especial no norte do País era de grande confusão, acusações e condenações à morte sumárias aconteciam por todo o lado, juízes, militares e outras pessoas que se julgassem próximas dos franceses eram linchados e os seus cadáveres arrastados pelas ruas do Porto e atirados ao Douro.
Enquanto isso as tropas francesas avançavam em direcção aquela cidade, Guimarães, Trofa, e Barcelos foram sendo tomadas pelas tropas de Soult.
A cidade era defendida por cerca de 20 mil homens indisciplinados e mal armados, comandadas pelo bispo D.António de São José de Castro,sendo que após várias escaramuças e reencontros, as tropas francesas entram na cidade no dia 29 de Março, saqueando-a e proclamando vitória.
Tentando escapar aos ataques da cavalaria francesa, o povo fugia em grande pânico e ao tentar escapar para a margem oposta à cidade ao tentar atravessar a ponte das Barcas que unia as duas margens, atendendo ao peso que sobre ela incidia, desabou arrastando para a morte mais de 4 mil pessoas, muito embora as contas da mortandade pela conquista da cidade apontem para mais de 10 mil pessoas.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
A 2º invasão francesa-1ªparte
Entretanto Napoleão entrara em Espanha a 4 de Novembro de 1808 disposto a resolver de vez a questão ibérica trazendo com ele, uma força superior a 200 mil homens.
Esta grande ofensiva dirigida pelo próprio imperador levou Sir John Moore,chefe das forças britânicas na Península, a deslocar a maior parte das forças britânicas existentes em Portugal, para Espanha com o objectivo de, juntamente com os exércitos espanhóis, enfrentar esta ameaça.
A campanha terminou com a retirada das tropas britânicas após a batalha da Corunha (16 de Janeiro de 1809).
Napoleão, entretanto, tinha voltado para França para enfrentar os austríacos que o pressionavam sob a ameaça de invasão. tendo deixado a perseguição do exército britânico a cargo do seu II Corpo de Exército, sob comando do marechal Nicolas Soult.
As ordens que Soult tinha recebido de Napoleão consistiam em marchar em direcção ao Porto após o embarque das tropas britânicas na Corunha, devendo aquela cidade ser ocupada a 1 de Fevereiro.
Quando Soult deixou a Corunha dirigiu-se a Ferrol que se submeteu sem dificuldade a 26 de Janeiro de 1809. À vontade da população em resistir aos franceses, opunha-se a falta de determinação dos comandantes militares. O mesmo sucedeu com Vigo e Tui. No dia 2 de Fevereiro a guarda avançada de Soult chegou à margem norte do rio Minho mas só no dia 16 de Fevereiro, depois de estarem reunidas todas as forças, foi feita a tentativa de entrar em Portugal.
A primeira tentativa de Soult para entrar em Portugal foi levada a cabo entre Camposancos (na margem norte, a cerca de 3 km da foz do rio Minho) e Caminha (na margem sul).
A travessia foi tentada em duas ou três dezenas de barcos de pescadores e, desta forma, apenas podiam ser transportados cerca de 300 homens de cada vez. As forças irregulares portuguesas que vigiavam na margem sul abriram fogo e só três embarcações chegaram ao seu destino com trinta e poucos homens que foram imediatamente aprisionados.
Soult decidiu não fazer outra tentativa de atravessar o Minho e deu ordem às suas unidades para marcharem em direcção a Ourense e daí seguirem em direcção a Chaves pelo vale do rio Tâmega.
Numa viagem marcada por confrontos com os insurrectos espanhóis, as primeiras forças chegaram a Ourense no dia 20 de Fevereiro e encontraram intacta a ponte que lhes permitia atravessar o rio. Só no dia 24 estavam concentradas todas as forças. Soult conservou o seu quartel general em Ourense por mais 9 dias para reabastecer e reparar equipamentos. O avanço para Portugal ficou marcado para 4 de Março.
No dia 4 o exército francês marchou de Ourense para Allariz e daí para Monterrei onde esperou mais três dias para permitir às unidades e trens mais à retaguarda acompanharem o grosso das forças.
No dia 10 de Março retomou a marcha em direcção a Chaves com forças em ambos os lados do Tâmega. As forças espanholas do marquês de La Romana tinham retirado daquela região e o brigadeiro Silveira governador militar de Trás-os-Montes, ficou isolado perante o invasor.
Outras forças portuguesas encontravam-se em Braga e Porto, sob o comando do general Bernardim Freire de Andrade, governador militar do Porto, mas foi decidido que não se juntariam a Silveira.
Perante a impossibilidade de resistir ao invasor, Silveira retirou as suas forças regulares para as posições de São Pedro de Agostém, a sul de Chaves.
No entanto, as numerosas forças irregulares que o acompanhavam bem como parte do Regimento de Infantaria 12 de Chaves, decidiram defender aquela praça. Soult resolveu começar por atacar as forças do brigadeiro Silveira em São Pedro que foram obrigadas a retirar para Vila Real.
Sentindo-se menos protegidos os defensores da praça de Chaves renderam-se no dia 12 de Março. Soult fez de Chaves a sua base para as futuras operações em Portugal.
Esta grande ofensiva dirigida pelo próprio imperador levou Sir John Moore,chefe das forças britânicas na Península, a deslocar a maior parte das forças britânicas existentes em Portugal, para Espanha com o objectivo de, juntamente com os exércitos espanhóis, enfrentar esta ameaça.
A campanha terminou com a retirada das tropas britânicas após a batalha da Corunha (16 de Janeiro de 1809).
Napoleão, entretanto, tinha voltado para França para enfrentar os austríacos que o pressionavam sob a ameaça de invasão. tendo deixado a perseguição do exército britânico a cargo do seu II Corpo de Exército, sob comando do marechal Nicolas Soult.
As ordens que Soult tinha recebido de Napoleão consistiam em marchar em direcção ao Porto após o embarque das tropas britânicas na Corunha, devendo aquela cidade ser ocupada a 1 de Fevereiro.
Quando Soult deixou a Corunha dirigiu-se a Ferrol que se submeteu sem dificuldade a 26 de Janeiro de 1809. À vontade da população em resistir aos franceses, opunha-se a falta de determinação dos comandantes militares. O mesmo sucedeu com Vigo e Tui. No dia 2 de Fevereiro a guarda avançada de Soult chegou à margem norte do rio Minho mas só no dia 16 de Fevereiro, depois de estarem reunidas todas as forças, foi feita a tentativa de entrar em Portugal.
A primeira tentativa de Soult para entrar em Portugal foi levada a cabo entre Camposancos (na margem norte, a cerca de 3 km da foz do rio Minho) e Caminha (na margem sul).
A travessia foi tentada em duas ou três dezenas de barcos de pescadores e, desta forma, apenas podiam ser transportados cerca de 300 homens de cada vez. As forças irregulares portuguesas que vigiavam na margem sul abriram fogo e só três embarcações chegaram ao seu destino com trinta e poucos homens que foram imediatamente aprisionados.
Soult decidiu não fazer outra tentativa de atravessar o Minho e deu ordem às suas unidades para marcharem em direcção a Ourense e daí seguirem em direcção a Chaves pelo vale do rio Tâmega.
Numa viagem marcada por confrontos com os insurrectos espanhóis, as primeiras forças chegaram a Ourense no dia 20 de Fevereiro e encontraram intacta a ponte que lhes permitia atravessar o rio. Só no dia 24 estavam concentradas todas as forças. Soult conservou o seu quartel general em Ourense por mais 9 dias para reabastecer e reparar equipamentos. O avanço para Portugal ficou marcado para 4 de Março.
No dia 4 o exército francês marchou de Ourense para Allariz e daí para Monterrei onde esperou mais três dias para permitir às unidades e trens mais à retaguarda acompanharem o grosso das forças.
No dia 10 de Março retomou a marcha em direcção a Chaves com forças em ambos os lados do Tâmega. As forças espanholas do marquês de La Romana tinham retirado daquela região e o brigadeiro Silveira governador militar de Trás-os-Montes, ficou isolado perante o invasor.
Outras forças portuguesas encontravam-se em Braga e Porto, sob o comando do general Bernardim Freire de Andrade, governador militar do Porto, mas foi decidido que não se juntariam a Silveira.
Perante a impossibilidade de resistir ao invasor, Silveira retirou as suas forças regulares para as posições de São Pedro de Agostém, a sul de Chaves.
No entanto, as numerosas forças irregulares que o acompanhavam bem como parte do Regimento de Infantaria 12 de Chaves, decidiram defender aquela praça. Soult resolveu começar por atacar as forças do brigadeiro Silveira em São Pedro que foram obrigadas a retirar para Vila Real.
Sentindo-se menos protegidos os defensores da praça de Chaves renderam-se no dia 12 de Março. Soult fez de Chaves a sua base para as futuras operações em Portugal.
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